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Obrigado!
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Como nao vou ter muito tempo pra escrever a epopéia que foi o trem da Morte, vou apenas resumir.
Estou agora exatamente na cidade de Sucre, capital da província boliviana de mesmo nome. Daqui exatamente 1 hora sai o onibus com destino a Uyuni. Nessa madrugada dormi mal pacas, no ônibus de Sta Cruz de la Sierra pra cá: 16n horas de viagem. O trem da
orte foi uma roubada e um artigo â parte. Depois, quando estiver com tempo, talvez em Santiago, escrevo os detalhes daquela loucura que atrai uma galera imensa para Puerto Quijarro.
Bom, desejem-me Boa Viagem, pq daqui pra Uyuni sao mais 12 horinhas num bus sem ar e sem banheiro…
Saludos desde Sucre… Fuii!!
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Quando o Edu Vessoni disse que a Bolívia é um caos maravilhoso, ri um pouco sem ter entendido muito o que isso significava. Ontem entendi.
Cheguei na cidade de Corumbá, estado do Mato Grosso do Sul com um cansaço de quase 20 horas de ônibus e a vontade de entrar no país vizinho da maneira mais tranquila possível. Mas veja a situaçao: estava somente com reais no bolso (havia esquecido de passar pela casa de cambio em Pira e trocar por dólares) e com meu comprovante nacional de vacinaçao contra febre amarela, o papel branco. E na fronteira exigem o papel internacional, o amarelo. Saí da rodoviária, para ir até umas quadras para baixo da mesma, atrás da ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Apresentei meu comprovante de vacinaçao e o fizeram entao para mim, o papel amarelo. Na faixa, sem custo algum. Seguindo as dicas do atendente da ANVISA, desci mais três quadras até uma praça onde tomei um ônibus até a fronteira. E de lá tomei um taxi até a estaçao, sozinho. Paguei R$ 2 do ônibus e R$ 8 do taxi. Boliviano, claro. POrque brasileiro cobra o quádruplo disso.
Na rodoviária de Corumbá haviam uns cambistas vendendo passagens para o trem num preço bem superior ao da bilheteria. Nao dava pra confiar: a cara deles é uma mescla de boliviano com jeitinho brasileiro e sotaque (por increça que parível) de carioca. Enfim, melhor nao arriscar.
Ah, nao contei dos caras brasileiros que encontrei no caminho. No ônibus de Campo Grande para Corumbá, conheci outros 3 mochileiros de Jaú/SP mais o Bernardo, de BH, que estava indo sozinho, como eu. Pelas afinidades de roteiro, acabamos nos juntando à ideia de fazermos o trajeto até Uyuni em 5 pessoas, para racharmos o jipe, essas coisas. Mas quando desci para ir até a ANVISA, me perdi deles. Acabe os encontrando na estaçao de trem, onde compravam as passagens. Fiquei sabendo que o Bernardo também nao tinha o papel amarelo internacional da vacina (ele nao tinha ido trocar na ANVISA), e teve de pagar propina prum cara da fronteira. Infelizmente, isso é muito comum por aqui. Ele desembolsou 40 contos enquanto eu fui de graça… Olha só o quanto somos honrados por agirmos corretamente.
Bom, depois de acertado a passagem para quarta feira, fomos buscar um lugar para dormir essas duas noites que passaríamos na cidade de Puerto Suárez. Encontramos uma pousada por Bl$ 25 (vinte e cinco bolivianos), o equivalente a R$ 7 (sete reais) por noite. Banheiro compartido, água gelada. Ótimo, também, com um calor de 40 graus…
Quando acordei hoje tinha sonhado algo que nao me lembro. Assim que lembrar, escrevo sobre..rs. Hoje comemos algo e fomos caminhar pela Zona Franca. Comprei uma mochila bem bacana no Shopping China, por 20 dólares. E caminhando pelas lojas, encontrei uma que vendia roupas do exército (algumas eram até usadas, e outras comerciais, mas com o mesmo estilo). Comprei um gorro/boné para o frio que provavelmente vou enfrentar no deserto de Uyuni, à noite. E comprei um colete, por US$ 15. O barato de tudo isso foi ficar ocnversando com o Manfrid, dono da loja e alemao “sem mistura alguma”, como ele emmso disse. Ele foi muito simpático, um ótimo vendedor, e me contou algumas histórias de clientes que compram ali para revender por um preços bem alto no Brasil. No fim de tudo, falei um “Bndiciones” ao sair e ele me chamou de volta. Me deu um devocional “Boa Semente”, em português. Descoberto essas afinidades espirituais, acabamos conversando um pouco mais sobre a salvaçao pela Graça e nao pelas obras. Pedi â ele que fizesse uma dedicatória no devocional. Ele escreveu que “Deus nao quer obras, mas sim que sejamos Sua obra”. Simplesmente uma conversa que foi muito mais do que uma mera compra e venda de produtos. Deus coloca pessoas que vem acrescentar algo. Sempre. Mesmo que seja um alemao que fala espanhol e vende muito para brasileiros.
Nao sei quando é que vou voltar a escrever. Mas de pronto é isso. Esses dois dias na Bolívia estao sendo excelentes, mesmo com esse calor de suar até pelas unhas. Pra se ter uma ideia, tô pingando suor até nesse teclado..rs Eca!
Saludos a todos.. Acho que vou tomar um banho..
Dyego
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Decidi não esculachar 2009 mais do que já o esculachei. Não vou mais falar mal desse ano, porque quer queria ou não, esse desgranhento ainda tem 12 horas e ele pode querer descontar sua ira em mim. E como não vou querer fazer esse balanço depois, vou falar dele agora mesmo. Afinal, não vai compensar lembrar de 2009 noutros tempos.
Quem é meu amigo sabe que pra mim esse foi um ano difícil. Muitos de “meus inimigos” também sabem muito bem disso. Não vou aqui contar o ano em letras compridas, mas quero apenas condensar o momento de reflexão que o findar desse ano ímpar me traz. Fim de faculdade, fim de estágio, fim de tudo. De tudo mesmo. Senão de tudo, de muita coisa que me tomou conta durante um precioso período. Algumas dessas coisas deveriam nem ter aparecido, mas se apareceram, mesmo assim louvo a Deus por elas, que me ensinaram como ser e como deixar de ser.
Decidi viajar sozinho para refletir. Como muitos sabem, tô indo pra Bolívia, pro Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo. E de lá, pra San Pedro de Atacama, no Chile, onde há o Deserto de Atacama, o mais árido do mundo. Acho que um tempo no deserto vai fazer bem pra mim. Dizem que espiritualmente no deserto é onde a gente cresce. Espero que psicologicamente isso surta o mesmo efeito. Depois dos desertos, desço um puco mais até Santiago de Chile para trabalhar num projeto missionário: aí minha viagem muda de contexto – de turistico à missiológico.
Todo o trajeto será feito de ônibus e trem. Ao todo serão algo como uns 4 mil km percorridos em terra. Posso estar exagerando, chutando alto ou baixo. Mas prometo que vou calcular. E postar tudo aqui.
Enfim, fico por aqui. Quando escrever novamente, na certa já estarei em terras estranhas.
Vem ni nóis, 2010..! Bienvenido..!
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Tava lendo no G1 que descobriram uma boa e plausível hipótese para Vincent Van Gogh ter decepado sua própria orelha. Teria ele lido uma carta na qual estava escrito a notícia de que seu irmão, Théo (de quem dependia financeiramente) iria se casar. Ficou preocupado, nervoso, deu um ataque de loucura e… pleft! Arrancou a orelha fora.
Reportando minha realidade ao gênio maluco que foi Vincent, (ou ‘Vitinho’, para os íntimos) creio que eu já teria cortado minhas orelhas e outras partes de meu corpo se fosse seguir este modelo, me lembrando de quantas coisas que já li que me deixaram desconcertado a ponto de querer me mutilar.
Imaginem a cena: numa tarde de quinta-feira do mês de março de 2009, Dona Antônia chega em casa e dá de cara com o computador ligado, com o teclado todo ensanguentado e um pedaço de orelha em meio às teclas ‘Delete’ e ‘Print Screen’. Assustada, começa a gritar por seu filho, que responde de dentro do banheiro:
“-Tô aqui dentro, mãe”
“- Mas o que você fez? Se machucou? Cortou a orelha?”
“- Cortei, mãe. Agora tô tomando um banho pra ver se o sangue coagula”
“-Mas como foi? Se machucou com o quê? Quer que eu te leve no ‘Prontsocorro’?”
“- Não, tá tudo bem. Eu mesmo que quis cortar, mãe. A chilena terminou comigo por msn e fiquei nervoso, peguei uma faca e… pleft.”
Seria mais ou menos assim. Aí eu teria minha cabeça enfaixada, e todos perguntariam: “O que aconteceu, Dyego?”. E eu responderia: “Tive uma atitude Vangoghiana, oras”. Macabramente genial.
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Acabo de ler no Yahoo! que uma mulher derrubou o papa Bento 16 durante a missa do Galo, no Vaticano. Isso às 21:19 do Brasil. Logo, considerando que lá na Itália são 4 horas de fuso, eram aproximadamente 01:19 local (salvo erros de pontualidade) na hora que li a notícia que o pontífice foi ao chão. Pra quem não sabe, a missa do Galo é celebrada à meia-noite do dia 25 de dezembro lá na Basílica de São Pedro. Ok, nesse ano não foi exatamente no horário, ‘Pra Poupar o Papa’, mas mesmo assim… a notícia correu feito rastilho de pólvora.
O que é interessante é que soubemos da notícia, tipicamente ponderada pela data natalina, antes mesmo de no Brasil ser Natal. Pouco tempo depois que a mulher empurrou o papa, fico sabendo aqui, milhares de quilômetros de distância, do ocorrido.
Caramba, pensei, isso é que é rapidez de informação. E isso é que é falta de segurança no Vaticano.
Saudações natalinas..
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Depois de um período de estiagem de tempo, devido à correria da conclusão de curso (sobre a qual me recusarei a falar sobre), volto aqui para deixar alguns pareceres sobre esse tempo decorrido desde o último post. Mas vou falar somente de algumas coisas, afinal, quem manda nesse blog sou eu..rs. Poderia deixar passar em branco, mas sinto-me no dever de pagar a promessa que fiz a mim mesmo de escrever nem que seja um pouquinho por mês.
Claro que não vou aqui deixar longas análises sociais sobre o caso da Geyse Arruda, que foi com um ‘babydool’ à faculdade (UNIBAN) e causou transtornos publicáveis em todas as mídias, além da expulsão da garota. Não. Nem vou aqui falar o quanto fui a favor dessa expulsão. E também não vou fazer aqui comparações da garota da UNIBAN com algumas do CEUNSP. Acho que essa conversa já deu o pano-pra-manga que tinha que dar. Pra manga. Porque pra saia…
Acho legal lembrar de uma coisa : a morte do cineasta saltense e premiado internacionalmente Anselmo Duarte. Aos 89 anos, ele parou de fazer hora-extra aqui nesse mundo e virou notícia no Brasil. Mesmo quem nunca tinha ouvido falar dele sentiu a perda irreparável para o cinema nacional. Me lembro de uma vez em que eu o vi, em 2007, na biblioteca do CEUNSP, visitando e posando pra fotos. Na hora pensei que era o reitor-pai Rubens Anganuzzi, pois para mim ele era virtual, não existia. E fato tão raro era sua presença no campus que quando aparecesse seria o momento obviamente digno de um par de fotos pra marcar a visitinha. Mas não era o Rubão. Nem qualquer candidato. À minha frente, ali, na biblioteca Santa Madalena estava o único brasileiro (até hoje) que ganhara o prêmio Palma de Ouro, no Festival de Cannes, em 1962. Boa pinta, barba feita, nem parecia ter, mais ou menos, seus 87. Acho que ele dormia no formol. Oitenta e sete com cara de 69. Enfim, ele partiu. Vai ser lembrado com muito louvor até que um dia Cannes resolva dar novamente a Palma pra outra película tupiniquim, o que não acho difícil. No entanto, o Anselmo não vai deixar de ser o mais ilustre saltense que já existiu. Talvez o Michel F.M., meu querido Brunão Margoni ultrapasse essa fama, mas ainda vai ralar muito os dedos até lá.
Vai sem mim, Anselmo!.
Mais uma memorável: os 20 anos da derrubada do Muro de Berlim. Foi um marco que muita gente ainda não entende sua importância, mas que valeu
para que o mundo visse o quanto a divisão e o isolamento de uma localidade por questões políticas não é uma coisa medieval. Faz apenas 20 anos que o Muro caiu. Praticamente a minha idade. E não ‘caiu’ porque a ENCOL o construiu, mas sim porque uma somatória de ações levaram a essa ação decisiva: unificar o leste e o oeste da capital. Antes que esses meus comentários exijam um aprofundamento nos livros de história e as explicações dos porquês do 28 anos da cortina de ferro, paro por aqui. Só faço mais uma ponte: a queda do Muro me lembra a queda da Bastilha. Mas essa já é outra história.
Bom, acho que o que escrevi tá bom. Pelo menos essas coisas não vão passar em branco, como o cabelo do Anselmo.
Até daqui a pouco..
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Depois de umas raladas atípicas no estágio, coloco no divã esses meses de “aprendizado profissional” que tive. Sem querer prolongar ou reviver tudo o que passei (sobretudo no mês de setembro), chego à leve conclusão de que me fizeram acreditar que era um péssimo funcionário, com um problema aparentemente irresolutível, fazendo minha cabeça maquinar uma saída: terapia. Fui em algumas sessões, me organizei, reduzi meus lapsos de ansiedade e informei à todos que estava buscando me consertar. Não é que funcionou? De lá para cá, não tomei mais nenhuma “porrada” verbal. Até o dia de hoje.
Bom, acontece que por conta disso hoje caiu um “crédito” em minha mente. Depois de uma repreensão (repito, atípica ao atual trabalho), venho a crer que em momento algum eu tive problemas com meu temperamento. Lembro claramente de meu desespero na época da grande ebulição de advertências contra minha pessoa, quando me sentia um louco, um anormal, alguém que precisava de ajuda, do contrário jamais se tornaria um bom profissional. E agora vejo que eu estava certo em me desesperar, pois eu realmente não tinha nada. Foram os comentários e a pressão do ambiente que fomentaram um caráter vulnerável em mim.
Foi notável a transferência de “Cristo” a ser crucificado dentro do ambiente de trabalho. Pouco tempo depois, vi uma outra estagiária ser covardemente pressionada e advertida por não cumprir com uma ação que aparentemente nem eles sabiam de que se tratava. E chamam isso de realidade profissional? Em quê empresa, hoje em dia, seu superior diz, com a boca cheia que ”Quem manda nessa p… aqui sou eu, eu sou a chefe”? Pelo que sei, há tempos o termo “chefe” foi extinto das relações profissionais.
Concluindo e continuando em “aprender na porrada” da “vida profissional”, vejo que claramente certas pessoas estão de tal modo inseguras consigo mesmas que, para manter-se no cargo fazem questão de jogar a responsabilidade (muitas vezes, desconhecida até por este delegador) para alguém que, tal como ele, não saberá resolver, fazendo com que este então “incompetente” seja arbitrariamente culpado, livrando os demais que estão (confortavelmente) no puleiro acima. Em outras palavras, num bom português: se você não sabe o que fazer, bota a culpa no estagiário.
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Hoje me bateu um ‘cansei’ geral. Um desânimo ao sair da mesa do restaurante que veio chegando tão chatamente que pensei que fosse pelo ambiente, pelo clima de calor ou pelo lanche que não caiu bem. Negativo. O lugar é muito bom, recém-inaugurado (www.illumna.com.br), o calor estava bem controlado pelos ventiladores simpáticos que faziam aquele ar com cheiro de comida circular e o lanche, bom, o lanche era divino. Nome do lanche? Getsêmani.
Mas voltando ao desânimo sem motivo. Foi uma sensação de desgaste, de canseira mesmo. E talvez fosse por ver que acabo dando valor à coisas mínimas, fazendo com que estas acabem com meu dia e minha possível noite. Cansei de todo tipo de gente que não irá me acrescentar nada, cansei de ser visto e revisto por olhares que só buscam uma aparência física e uma barba feita. Cansei. E foi isso que pensei e falei para o Damião, que ia embora comigo, em direção ao Ebenézer (meu fusca). Segundo ele e sua experiência, esse desânimo se dá por falta de oração, pela falta da busca que temos de nosso Porto Seguro, que é o Senhor. Meditei nisso algum tempo e lembrei de muitas vezes que passei por isso e constatei que o meu ‘cansei’ ocorre justamente quando coloco meu olhar nas atitudes humanas, sempre me decepcionando. Logo, cansei de olhar o outros. É isso. Então parei. O meu “cansei” se transformou em “parei”. E o que me resta agora é observar e meditar. Antes que eu continue verbalmente a evolução do meu “cansei”, prefiro sintetizar que meu cansaço por essa sociedade faz afastar-me dela. Por isso, “parei”.
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